Neste
post quero falar sobre meu querido Edu Oliveira que é cadeirante,
mora em Salvador, Dançarino,
Artista Plástico e Arteterapeuta . Uma pessoa maravilhosa eu
tive o prazer de conhecer em uma de minhas viagens no mundo das
artes!
Conheça
um pouco mais desse artista maravilhoso no texto, video e
fotos abaixo:
Judite quer
chorar, mas não consegue (2006-2010) Solo do coreógrafo/dançarino Edu O. que faz uma viagem aos
símbolos e metáforas da transformação, perda e anulação de vida. A
partir da estória de uma lagarta que se recusa a tornar-se borboleta
com medo do mundo que a espera. Propõe uma reflexão sobre a solidão
humana, questionando o ser indivíduo numa contemporaneidade
padronizada e repleta de repetição de símbolos e ícones. Criado em
2006, vem conquistando platéias por onde passa no Brasil e exterior.
Prêmios e
Festivais: Mês da Dança do Teatro Vila Velha – Projeto O
Que Cabe Neste Palco/BA (2007); Rencontres Chorégraphiques d’Autome
au Pradet – l’Espace des Arts – Le Pradet/França (2007); Edital
Quarta que Dança – FUNCEB/BA (2007); Festival Internacional de
Londrina/PR (2009); 1º Mostra de Dança-Teatro da Universidade
Federal de Viçosa/MG (2009); 3º Mostra Lugar Nômade Dança/SP
(2010)
Estréia - O CORPO
PERTURBADOR
É com euforia que começamos os trabalhos para a criação do meu
próximo solo, intitulado O Corpo Perturbador, com estréia
prevista para Novembro de 2010.
Este projeto traz uma abordagem diferenciada sobre o corpo que é
considerado incapaz, não-belo, perturbador: o corpo com deficiência,
fora dos padrões do pensamento hegemônico. Numa sociedade
imensamente erotizada, acredita-se ser pertinente instigar uma outra
reflexão sobre o assunto, abordando, a partir dos devotees , a
sexualidade neste corpo, assim como as relações de poder intrínsecas
nas relações afetivas, sociais, políticas, culturais e religiosas
que envolvem as pessoas com deficiência.
Devotee é uma categoria de pessoas que têm fetiche pela deficiência.
O que lhes atrai é a deformidade, é a especificidade de cada
deficiência. Neste trabalho pretende-se, ainda, questionar e
problematizar o desejo num mundo onde a existência de um padrão é
cada vez mais valorizada, mas que ainda existem pessoas que andam na
contra-mão.
Entendemos o corpo como estrutura e significados que surgem a partir
das imagens construídas por/com ele. O corpo aqui reduzido e
representado pela coluna e sua escoliose, pelos inúmeros ajustes que
o corpo faz para se equilibrar, fazendo-se, então, um paralelo e uma
analogia entre os ajustes sociais e os ajustes físicos. A partir da
sinuosidade das linhas deseja-se criar imagens significativas. As
linhas sinuosas revelam sensualidade e provocam desejos. Minha
coluna tem uma linha muito forte que não é a ereta.
Não é uma experiência para estreitar o entendimento, mas para
ampliar a percepção sobre o humano, sobre as possibilidades do corpo,
dos estados do corpo enquanto ser biológico, cultural, co-autor e
responsável pelas coisas do mundo, chamando a atenção de que as
convicções que esses corpos não possuem os padrões apropriados para
dançar sustentam o apartheid que interdita a possibilidade de que a
sua dança seja encarada como a outra dança, aquela que produz
conhecimentos.
Assista tambem uma entrevista
exclusiva com BABY DO BRASIL falando sobre a estréia de O CORPO
PERTURBADOR , no blog de Edu Oliveira:
http://ocorpoperturbador.blogspot.com
"Baby do Brasil
é uma das mais importantes cantoras brasileiras, fazendo história
junto ao grupo Novos Baianos. Para mim é uma referência de
criatividade, musicalidade, irrevverência. Cantora de inpumeros
sucessos como Menino do Rio, Brasileirinho, Sem Pecado e Sem Juízo,
Cósmica, Telúrica, entre outros....
Baby me concedeu esta breve entrevista após um show inesquecível que
fez com Elza Soares e Ademilde Fonseca, em São Paulo. Muito
simpática, aberta e delicada, falou sobre o que a perturba e o que é
um corpo perturbador de forma bastante consciente e bela." Edu
Oliveira.
*As fotos deste post são de
Alessandra Nohvais, trabalhadas por Anderson Falcão da AF Design
Abaixo fotos e video
de Judite quer
chorar, mas não consegue & Odete,
traga meus mortos
Abaixo as fotos deste espetáculo
que são de Célia Aguiar :
Odete,
traga meus mortos (2010) Criado por Edu O. com
coreografia e interpetração de Edu O. e Lucas Valentim, vencedor do
Prêmio Festival Vivadança 2010, é um espetáculo construído em
processo colaborativo, reflete sobre os ritos de passagem, o
partir, ausência/presença, aproximação e distanciamento. O
lugar do outro em nossas vidas, nossos mortos (pessoas,
coisas, situações passadas) marcando nossos corpos, nosso estado.
Tudo reverberando em nós até mesmo quando a memória não é ativada.
Este projeto enfatiza dentro de uma veia imaginária o aproveitamento
da vida. Cenas que revelam, poeticamente, a intimidade no território
da temporalidade das relações.
Este espetáculo
ainda não tem vídeo, porque acabou de estrear..